Quem sou eu? Sou muitas coisas e sou nada. Sou meus tropeços, meus começos... Sou meu orgulho e minha honestidade. Sou cada gota de verdade no meu sarcasmo. Sou a tristeza escondida por trás do sorriso e a procupação genuína com a humanidade. Sou minha risada escandalosa e meus sentimentos silenciosos. Na maioria das vezes sou a errada, mas ainda assim a mais sensata. Sou meus acertos, mas principalmente sou cada um dos meus erros.
“Sou forte. Meio doce e meio ácida. Em alguns dias acho que sou fraca. E boba. Preciso de um lugar onde enfiar a cara pra esconder as lágrimas. Aí penso que não sou tão forte assim e começo a olhar pra mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente. Sou humana. Sou manhoso. Sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para a frente.”
Aturando mau-humor pela manha, as brigas noturnas por edredom, as Sacolas plásticas jogadas pela cozinha, as roupas pelo chão, as toalhas sem estender, a preguiça de levantar pra pegar algo, os ataques de doidera, entre mil outras coisas…
Meu vício, meu remédio, minha loucura, meu amor. É você sim. Você e todo esse seu jeito doido de ser. Você e sua mania de organizar meus shampoos no banheiro. Você indo fazer almoço mesmo com aquela cara de que queria muito ficar na cama. Você contando histórias de um jeito que me dá vontade de te morder. Você me fazendo cócegas. Você tocando violão com o Dimitri te atrapalhando. Você e nossos papos dormindo. Você e sua insistência em comprar calabresa no supermercado. Você e seu cheiro de Edu. Você e seu abraço. Você e suas caretas. Você rindo com aquelas ruguinhas no olho que sabe que eu adoro. Você e seu sorriso perigoso. Você me chamando de bixete. Você e sua voz. Você e seu tique no olho quando tá pensando em coisa séria. Você e eu.
Todo mundo erra, todo mundo tem um lado sombrio na alma que se manifesta em algum momento. Já disse algumas vezes que nem todo sorriso é de felicidade, nem toda lágrima de tristeza, nem toda palavra sincera. Existe um, e apenas um modo de superar essas características nos outros. Através do amor.
“No meio do nada, você apareceu. Me olhou, sorriu, e eu fiquei muda. Muda. Você e o seu sorriso lindo. Eu e minha falta de palavras. Eu te olhava e você caminhava. Caminhava em minha direção e sorria. Falta de espaço, falta de frases, falta de ar. Ai, meu Deus, me deixa viver agora. Eu preciso morar, dormir e acordar com esse sorriso. Esse sorriso lindo que duraria uma vida se você quisesse. E você não parava de sorrir e apertava os olhos. Grave. Grave! Seus olhos rasgados, me olhando. Seu sorriso de um minuto, dez anos, cinco horas. Você parou de repente e tudo em volta também. Parecia um filme. Um filme que eu nem sabia a fala. Mas eu não tinha fala e você me olhava. Vai, engole esse sorriso que não é seu. Come as palavras dele. Se alimenta. E lá estávamos nós. Mudos. E nosso silêncio que tanto dizia.”